quarta-feira, 3 de junho de 2009

Rumos Itaú Cultural


Prorrogada as inscrições para os editais Rumos nas modalidades Arte Cibernética, Cinema e Vídeo e Dança
de 29 de maio para 05 de junho de 2009.
Linhas gerais de cada edital:. Rumos Arte Cibernética: seleciona pesquisas acadêmicas e obras artísticas relacionadas à arte computacional, à arte em rede e à arte com videogame, robótica e instalações interativas, entre outros temas que associam arte e tecnologia;
. Rumos Cinema e Vídeo: seleciona trabalhos em três categorias: Filmes e Vídeos Experimentais; Eventos Multimídia; e Documentário para Web.. Rumos Dança: seleciona projetos em duas propostas: Desenvolvimento de Pesquisa Coreográfica em Dança Contemporânea e Apoio à Pesquisa e Produção de Videodança.
Acesse <http://www.itaucultural.org.br/> e obtenha as informações completas de conteúdo, critérios de inscrição, prêmios e repercurssão dos projetos selecionados. Participe! Divulgue!

sexta-feira, 15 de maio de 2009

MEME participa de curtametragem premiado em Goiânia












O 2º MIAU Mostra Independente do Audiovisual Universitário. de Goiânia, premiou com menção honrosa o curtametragem Maresia, de Christian Schneider e Natália Piva Chim (PUC-RS). O elenco conta com Patrícia Soso, Ana Julia Veiga e Paulo Guimarães, ator e coreógrafo, responsável pela coreografia do projeto e coordenador do MEME Centro Experimental do Movimento.

A Menção deu-se pela notável fotografia, que se reflete no sensível trabalho de construção da imagem; pela abordagem poética de um tema delicado e atual; por atingir alto nível técnico e de pesquisa, condizentes com a complexidade da violência afigurada no corpo da mulher (menção honrosa de ficção).

Maresia conta a história de Julia, que engravida após sofrer um estupro e se vê frente ao dilema de fazer ou não um aborto.

Direção: Christian Schneider e Natália Piva Chim
Roteiro: Christian Schneider e Natália Piva Chim
Produção: Diogo Santoro e Ruana Nunes
Produção executiva: João Guilherme Barone
Fotografia: Christian Schneider
Edição: Bruna Abubakir
Trilha sonora: Jean Presser
Direção de arte: Bruna Abubakir, Claudia Garcia Gonzales, Elisa Graeff e Gabriela Benedet
Elenco: Patrícia Soso, Paulo Guimarães e Ana Julia Veiga

Acesse a notícia

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Dia Internacional da Dança


O Dia Internacional da Dança vem sendo celebrado no dia 29 de abril, promovido pelo Conselho Internacional de Dança (CID), uma organização interna da UNESCO para todos tipos de dança.
A comemoração foi introduzida em 1982 pelo Comitê Internacional da Dança da UNESCO. A data comemora o nascimento de Jean-Georges Noverre (1727-1810), o criador do balé moderno.
Entre os objetivos do Dia da Dança estão o aumento da atenção pela importância da dança entre o público geral, assim como incentivar governos de todo o mundo para fornecerem um local próprio para dança em todos sistemas de educação, do ensino infantil ao superior.
Enquanto a dança tem sido uma parte integral da cultura humana através de sua história, não é prioridade oficial no mundo. Em particular, o prof. Alkis Raftis, então presidente do Conselho Internacional de Dança, disse em seu discurso em 2003 que "em mais da metade dos 200 países no mundo, a dança não aparece em textos legais (para melhor ou para pior!). Não há fundos no orçamento do Estado alocados para o apoio a este tipo de arte. Não há educação da dança, seja privada ou pública".
O foco do Dia da Dança está na educação infantil. O CID alerta os estabelecimentos que contatem o seu Ministério da Educação com as propostas para celebrar este dia em todas escolas, escrevendo redações sobre dança, desenhando imagens de dança, dançando em ruas, etc. Enfim, manifestando em crianças e consequentemente nos adultos, a vontade e importância da dança arte na vida do ser humano.


fonte: wikipedia

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Espetáculo excepcional a ser revisto


Antônio Hohlfeldt

17/4/2009 - Jornal do Comércio

Há cerca de trinta anos, um nascente conjunto coreográfico de Minas Gerais, o Grupo Corpo, contando com músicas de Milton Nascimento e coreografia do argentino Oscar Araiz, criava um balé inesquecível, Maria, Maria. Tantos anos depois, sob a mesma perspectiva de abordar a história de uma mulher individualmente considerada, mas idealizada como uma espécie de metáfora da condição feminina e, portanto, coletiva, o coreógrafo Paulo Guimarães realiza Teresinhas, com música de Tiago Rinaldi. Ele a executa ao vivo, contando com algumas colagens de obras de Vinicius de Morais, que também comparece em gravação.
O tema é inspirado na mãe do coreógrafo, Teresinha Jardim Machado. Ela, inclusive, que grava o texto memorialístico do espetáculo e na última noite se encontrava no teatro. Paulo Guimarães conseguiu realizar um trabalho extraordinário. Ao prosaísmo do texto memorialístico, em que Teresinha relembra o pai que a criou sozinho, em suas costas; e depois fala de seu casamento, aos 17 anos, e de suas filhas e de sua separação, opõe-se/completa a coreografia altamente erótica, tanto no sentido da sensualidade quanto no de vitalidade que se opõe à morte e à derrota. O resultado é um espetáculo verdadeiramente inesquecível, profundamente emocionante e que, não por um acaso, recebeu premiações e, sobretudo, a consagração do público. Eis um mistério do boca-a-boca. A sala Álvaro Moreyra, na última noite da temporada, estava absolutamente lotada e muita gente certamente ainda ficou na rua.
A coreografia de Paulo Guimarães não é fácil. Ele desafia a bailarina num movimento que literalmente lhe tira o chão dos pés. A coreografia, aliás, está muito apoiada no chão, mas este chão serve apenas para que a figura se projete em movimentos que traduzem tensão expressa na oposição entre aquele prosaísmo da narrativa e a sensualidade do corpo presente em cena. Os movimentos são rápidos, radicais e nervosos.
Por se tratar de um trabalho produzido a partir de um Centro Experimental do Movimento, não se segue a estética comum. Não temos, necessariamente, bailarinas jovens e esbeltas. Temos mulheres, de várias idades, da mais jovem à mais idosa, que descobriram seu corpo e suas potencialidades. A coreografia respeita a cada uma e trata de dar a cada uma delas a sua oportunidade, outro momento que evidencia a imensa sensibilidade do criador, porque faz isso sem perder uma perspectiva de conjunto, rigorosamente obedecida.
O enredo avança, da infância da personagem à sua maturidade. A coreografia, por seu lado, desdobra-se em movimentos que vão do intimismo ao desbragado, desafiando o equilíbrio e a atração terrestre. Para isso, Paulo Guimarães contou com um conjunto certo de intérpretes. Cada bailarina recebeu um movimento condizente com sua capacidade. Isso não impede de se desenvolverem movimentos coletivos que são unissonamente realizados, mostrando sintonia e disciplina. Mas sem automatismo ou rotina. Isso encanta. O espetáculo possui sensibilidade. Do violão ao canto coral, do solo ao movimento coletivo, a plateia se identifica com a personagem - não só a figura individual daquela Teresinha original - mas com todas as Teresinhas do mundo, quer dizer, com todas as mulheres que, no universo, são capazes de enfrentar e vencer seus desafios, com coragem, mas também com sensibilidade.
No final do espetáculo, é possível adquirir o vídeo deste trabalho. Eu tratei de comprá-lo. Quero passar por ele muitas vezes, não mais para escrever um comentário, mas para vivenciar esta sensibilidade do criador, que é capaz de descobrir e de revelar aos espectadores a essência feminina, a partir de sua mãe.
A ambientação cênica de Rudinei Morales; os figurinos do grupo, sempre em tons entre beges e verdes claros; a iluminação cuidada de Fabrício Simões; a alternância entre prosa e poesia bailada, mais a precisa realização da coreografia, a cargo de Adriane Vieira, Ângela Coelho, Ariane Donato, Fernanda Stein, Marina Stumpf, Thais Freitas e Walkiria Araújo; e a música de Tiago Rinaldi, que é um excelente compositor e um intérprete de bela e voz e tonalidade muito sensível, fizeram deste um espetáculo verdadeiramente inesquecível. Pena que a temporada acabou. Este é um daqueles espetáculos raros que merecem uma nova temporada. Não por acaso, o público sabe e entende o que é bom e o que lhe toca, verdadeiramente, a alma.

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Convite Funarte

Aos
Profissionais da Dança,

A Funarte tem o prazer de convidá-los para participar do I Encontro da Rede Funarte de Dança, evento que reunirá gestores de todo o país nos dias2 e 3 de maio (sábado e domingo), no Palácio Gustavo Capanema, no Rio deJaneiro.O Encontro marcará a criação de uma rede de articulação nacional e internacional para proposição de parcerias e intercâmbio de ações voltadas para o desenvolvimento da dança brasileira, através de uma intensa programação de dois dias. Serão organizados grupos de trabalho reunindo gestores com interesses convergentes, como: editais conjuntos, apoios a circuitos de oficinas práticas e teóricas, oficinas técnicas, cadastramento nacional, ocupação dos espaços da Funarte, apoio à produção, manutenção e circulação de grupos e companhias, residências nacionais e internacionais de artistas e pesquisadores, entre outras ações. Os participantes do Encontro estão convidados a assistir o espetáculo Nordeste, do Balé Popular do Recife e o lançamento do livro Balé Populardo Recife – A escrita de uma dança, de Christiane Galdino. Essa temporada marca as comemorações da semana do Dia Internacional da Dança, que coincide com a reabertura do Teatro Cacilda Becker totalmente reformado e restaurado. Caso haja interesse de participar do encontro, pedimos que nos envie a sua confirmação o mais breve possível para danca@funarte.gov.br

Contamos com a sua participação!

Cordialmente,

Leonel Brum
Coordenador de Dança da Funarte
(21) 22798014 / (21) 22798097

domingo, 15 de março de 2009

Teresinhas - texto publicado na ZH - 14/03/2009


TERESINHAS – GRUPO MEME
Angélica Bersch Boff
Porto Alegre, 06/03/2009
Vou começar pelo único problema, pois este foi o meu primeiro contato com o espetáculo. Trata-se do ponto inicial: o tema. E é um problema de percepção subjetiva – minha – e não do belo trabalho do Grupo Meme. Não gosto do tema “mulheres”. Além de super batido, me incomoda, me parece uma certa generalização muito rasa dividir o mundo em gêneros e, ainda, em dois gêneros. Por isto, e só por isto, o espetáculo já me incomoda. É preconceito meu, talvez...
Iniciou o espetáculo, e eu ali, chateada, desgostosa, principalmente porque os trabalhos do MEME sempre me tocaram muito. E positivamente. E a cada novo trabalho deles sou invadida por uma expectativa prazerosa nos dias que o precedem...
Com essa incomodação na minha casca – sem afetar o fruto – segui assistindo... sentindo... e pensando... e me vieram boas idéias sobre criações em cena... Talvez um dia falarei dessas idéias, talvez.
De repente, me vi tocada e emocionada com as minhas questões pessoais... particularmente com minhas questões de mulher, de namorada, profissional, amiga, filha e irmã. E com minhas questões de identidade. Chorei. Fui tomada de um arrepio, de uma fragilidade sobre minha vida diante daquele espetáculo.
Foi então que começaram a aflorar em minha mente as palavras para o Teresinhas. Parecido com a dança das bailarinas, minhas palavras podiam acompanhar seus movimentos, como se estivessem flutuando e dançando sobre o mover de seus braços. Aliás, descobri que as palavras dançam! – em minha mente. Elas dançam assim: delicadeza, mil vezes delicadeza. Sensibilidade... mas nada de emocionalismos e sensibilidades melosas. Trata-se de sentimentos e sensações verdadeiros e tocantes. Porque são apresentados com simplicidade e veracidade, assim como o são no dia-a-dia de todos nós. Uma sensibilidade profunda, mas simples.
O espetáculo Teresinhas fala muito com sua dança, mas são falas sem palavras, e sem significados precisos. Cala fundo, e fala todas as línguas. É subjetivo e tem várias margens, como toda a arte. Não precisa falar, precisa dançar.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

MEME promove bate–papo entre artistas

No último dia 05 de fevereiro, o CENTRO MEME abriu suas portas para receber artistas dos mais variados segmentos e professores de diferentes universidades para bater um papo informal sobre arte e sobre o fazer artístico em espaços alternativos.

Como convidado para abrir essa conversa, tivemos o Prof. Dr. Márcio Pizarro, da Universidade Federal de Goiás, que nos falou um pouco sobre algumas das suas atuais áreas de pesquisa e de trabalho, como por exemplo o grupo de estudos do CNPQ "Interartes" que trata de processos interartísticos e performance. Márcio lançou alguns assuntos para serem debatidos, apontando a necessidade de se pensar em programas curatoriais em eventos de artes cênicas que fujam dos moldes dos Festivais tradicionais e que dêem continuidade aos processos de pesquisa.

Outro conceito mencionado diz respeito à criação de programas de arquivos e bibliotecas num formato mais fluido e que sirvam como um espaço alternativo onde aconteça sistematicamente a recuperação da memória da dança e das outras artes. Esses arquivos poderiam ser também chamados de "Centros de Pesquisa" e estariam abertos à sociedade.

A conversa então se abriu ao grupo ali presente.

Paulo Guimarães perguntou como "efetivamente estabelecer diálogos reais entre áreas diferentes"?

Eny Schuch salientou a importância do cruzamento destas linguagens entre simpatizantes de um mesmo ponto de vista, de forma a se criar uma proposta de ação. Niúra Borges lembrou da experiencia do Grupo A-Paralelos, onde artes visuais e dança convivem em harmonia.

Diônio Kotz disse acreditar que falta desprendimento para o diálogo e que num primeiro momento seria fundamental que as pessoas se conhecessem melhor, só assim viabilizando um real intercâmbio com troca de informações e o surgimento de possíveis parcerias.

O encontro contou também com a presença de Lisete Vargas professora da UFRGS e coordenadora do primeiro curso de Licenciatura em Dança em Porto Alegre. A primeira turma começará as aulas em março e Lisete colocou à disposição o espaço da universidade para futuros encontros e também para uso da biblioteca. A aula inaugural será dada pela prof. Morgada Cunha.

A musicista Laura Leiner falou um pouco sobre a sua experiência no mercado de trabalho informal, pontuando que quanto mais organizados estivermos, mais trabalho haverá para todos, criando, assim, uma espécie de "informalidade organizada".

O bate-papo terminou com a vontade de que novos encontros aconteçam. Oxalá essas novas esferas se consolidem promovendo um espaço onde exista um franco diálogo entre artistas da cidade de Porto Alegre!




Participaram do bate-papo:


Márcio Pizarro (psicanalista, dr. em história e antropologia, UFG)

Paulo Guimarães (bailarino, coreógrafo e diretor do Centro Meme)

Fernanda Stein (bailarina do Grupo Meme)

Miguel Sisto Jr. (bailarino do Grupo Meme)

Tiago Rinaldi (músico e produtor do Grupo Meme)

Lisete Vargas (UFRGS – Faculdade de Dança)

Eny Schuch (UFRGS - IA)

Diônio Kotz (Academia Mudança)

Niura Borges (UFRGS – IA)

Jaqueline Pinzon (diretora do Grupo Constatin)

Maurício Casiraghi (ator do Grupo Constatin)

Iassanã Martins (atriz do Grupo Constantin)

Laura Leiner (musicista)

Angelica Bersch Boff (bailarina e historiadora)

Rosemary Brum (UFRGS)

Tainá Borges (artista circense)

Cassiano Pellenz (ator)