terça-feira, 30 de junho de 2009

Luto na Dança


A coreógrafa alemã Pina Bausch morreu hoje aos 68 anos, de forma inesperada e rápida, cinco dias depois de lhe ter sido diagnosticado um câncer.

Considerada um dos nomes mais importantes da dança contemporânea no século XX, marcou uma profunda alteração da linguagem da dança e foi criadora de obras emblemáticas, tais como "Sagração da Primavera" e "Café Muller".


"Pina Bausch deixa um reportório absolutamente invulgar e único; é uma das artistas e autoras mais criativas do século XX, cuja obra ultrapassa largamente o domínio da dança. Um dos aspectos mais notáveis é ela ter começado pela dança tradicional e, depois, ter ultrapassado todas as fronteiras, tornando-se numa das heroínas da cultura do século XX. É uma obra atravessada por um grande humanismo, no modo como retrata as contradições da natureza humana, e no olhar sábio que lança sobre o homem e sobre a mulher.”António Pinto Ribeiro, ensaísta e consultor da Fundação Gulbenkian


"É uma perda irreparável. Desaparece uma das grandes criadoras universais do século XX. E há algo da criação desse século e da passagem para o século XXI que morre com ela. Com ela aprendi muito, inclusivamente para o meu cinema, ao nível da montagem, da utilização da música e dos sons. Ao ver como as ideias se iam montando e surgindo na sua cabeça. Vai-me ser difícil fazer o luto, do ponto de vista pessoal, por causa da grande amizade que tinha com ela”.Fernando Lopes, realizador e autor do documentário “Lissabon Wuppertal Lisboa” (1998)


Fica aqui a nossa singela homenagem a esta extraordinária artista que tanto contribuiu para o mundo da dança.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Último dia Acessos Porão




Corpos pintados e 22 interventores em cena
Nessa sexta-feira - 12 de junho - 22 interventores vão invadir pela última vez o Teatro do Beco com a intervenção arquitetônica e cênica Acessos: Porão. São 22 atores, bailarinos e artistas plásticos que invadem o local e transformam todo o casarão em um palco fragmentado. Resta descobrir em qual espaço a platéia será disposta. As apresentações surpreendem o público, que participa juntamente com os interventores pela busca por novos espaços. Acessos tem direção de Paulo Guimarães e é um projeto do MEME – Grupo de Pesquisa do Movimento.
Destaque para In – Concretus, performance de body painting, técnica que consiste na pintura mimética no corpo do performer. O artista plástico maranhense Rauricio Barbosa camufla corpos de mulheres nas paredes e nas poltronas do Porão do Beco. Um trabalho inovador com corpos que se camuflam no cenário e, ao mesmo tempo, dão vida a ele.
O Teatro do Beco é uma realização Ambrosia Cultural e Beco 203.
Teatro do BecoO que? “Acessos: Porão” e “In – Concretus” Quando? Sextas-feiras, até 12/06. Hora? A casa abre às 20h. O espetáculo inicia às 21h.Quanto? R$12 (público) , R$10 (estudantes, classe artística e maiores de 60 anos), R$ 5,00 ( aluno UFRGS)Onde? Porão do Beco – Av. Independência, 936A dica: Quem assiste a peça pode ficar para a festa na seqüência.

Mais informações: http://www.teatrodobeco.blogspot.com/

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Rumos Itaú Cultural


Prorrogada as inscrições para os editais Rumos nas modalidades Arte Cibernética, Cinema e Vídeo e Dança
de 29 de maio para 05 de junho de 2009.
Linhas gerais de cada edital:. Rumos Arte Cibernética: seleciona pesquisas acadêmicas e obras artísticas relacionadas à arte computacional, à arte em rede e à arte com videogame, robótica e instalações interativas, entre outros temas que associam arte e tecnologia;
. Rumos Cinema e Vídeo: seleciona trabalhos em três categorias: Filmes e Vídeos Experimentais; Eventos Multimídia; e Documentário para Web.. Rumos Dança: seleciona projetos em duas propostas: Desenvolvimento de Pesquisa Coreográfica em Dança Contemporânea e Apoio à Pesquisa e Produção de Videodança.
Acesse <http://www.itaucultural.org.br/> e obtenha as informações completas de conteúdo, critérios de inscrição, prêmios e repercurssão dos projetos selecionados. Participe! Divulgue!

sexta-feira, 15 de maio de 2009

MEME participa de curtametragem premiado em Goiânia












O 2º MIAU Mostra Independente do Audiovisual Universitário. de Goiânia, premiou com menção honrosa o curtametragem Maresia, de Christian Schneider e Natália Piva Chim (PUC-RS). O elenco conta com Patrícia Soso, Ana Julia Veiga e Paulo Guimarães, ator e coreógrafo, responsável pela coreografia do projeto e coordenador do MEME Centro Experimental do Movimento.

A Menção deu-se pela notável fotografia, que se reflete no sensível trabalho de construção da imagem; pela abordagem poética de um tema delicado e atual; por atingir alto nível técnico e de pesquisa, condizentes com a complexidade da violência afigurada no corpo da mulher (menção honrosa de ficção).

Maresia conta a história de Julia, que engravida após sofrer um estupro e se vê frente ao dilema de fazer ou não um aborto.

Direção: Christian Schneider e Natália Piva Chim
Roteiro: Christian Schneider e Natália Piva Chim
Produção: Diogo Santoro e Ruana Nunes
Produção executiva: João Guilherme Barone
Fotografia: Christian Schneider
Edição: Bruna Abubakir
Trilha sonora: Jean Presser
Direção de arte: Bruna Abubakir, Claudia Garcia Gonzales, Elisa Graeff e Gabriela Benedet
Elenco: Patrícia Soso, Paulo Guimarães e Ana Julia Veiga

Acesse a notícia

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Dia Internacional da Dança


O Dia Internacional da Dança vem sendo celebrado no dia 29 de abril, promovido pelo Conselho Internacional de Dança (CID), uma organização interna da UNESCO para todos tipos de dança.
A comemoração foi introduzida em 1982 pelo Comitê Internacional da Dança da UNESCO. A data comemora o nascimento de Jean-Georges Noverre (1727-1810), o criador do balé moderno.
Entre os objetivos do Dia da Dança estão o aumento da atenção pela importância da dança entre o público geral, assim como incentivar governos de todo o mundo para fornecerem um local próprio para dança em todos sistemas de educação, do ensino infantil ao superior.
Enquanto a dança tem sido uma parte integral da cultura humana através de sua história, não é prioridade oficial no mundo. Em particular, o prof. Alkis Raftis, então presidente do Conselho Internacional de Dança, disse em seu discurso em 2003 que "em mais da metade dos 200 países no mundo, a dança não aparece em textos legais (para melhor ou para pior!). Não há fundos no orçamento do Estado alocados para o apoio a este tipo de arte. Não há educação da dança, seja privada ou pública".
O foco do Dia da Dança está na educação infantil. O CID alerta os estabelecimentos que contatem o seu Ministério da Educação com as propostas para celebrar este dia em todas escolas, escrevendo redações sobre dança, desenhando imagens de dança, dançando em ruas, etc. Enfim, manifestando em crianças e consequentemente nos adultos, a vontade e importância da dança arte na vida do ser humano.


fonte: wikipedia

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Espetáculo excepcional a ser revisto


Antônio Hohlfeldt

17/4/2009 - Jornal do Comércio

Há cerca de trinta anos, um nascente conjunto coreográfico de Minas Gerais, o Grupo Corpo, contando com músicas de Milton Nascimento e coreografia do argentino Oscar Araiz, criava um balé inesquecível, Maria, Maria. Tantos anos depois, sob a mesma perspectiva de abordar a história de uma mulher individualmente considerada, mas idealizada como uma espécie de metáfora da condição feminina e, portanto, coletiva, o coreógrafo Paulo Guimarães realiza Teresinhas, com música de Tiago Rinaldi. Ele a executa ao vivo, contando com algumas colagens de obras de Vinicius de Morais, que também comparece em gravação.
O tema é inspirado na mãe do coreógrafo, Teresinha Jardim Machado. Ela, inclusive, que grava o texto memorialístico do espetáculo e na última noite se encontrava no teatro. Paulo Guimarães conseguiu realizar um trabalho extraordinário. Ao prosaísmo do texto memorialístico, em que Teresinha relembra o pai que a criou sozinho, em suas costas; e depois fala de seu casamento, aos 17 anos, e de suas filhas e de sua separação, opõe-se/completa a coreografia altamente erótica, tanto no sentido da sensualidade quanto no de vitalidade que se opõe à morte e à derrota. O resultado é um espetáculo verdadeiramente inesquecível, profundamente emocionante e que, não por um acaso, recebeu premiações e, sobretudo, a consagração do público. Eis um mistério do boca-a-boca. A sala Álvaro Moreyra, na última noite da temporada, estava absolutamente lotada e muita gente certamente ainda ficou na rua.
A coreografia de Paulo Guimarães não é fácil. Ele desafia a bailarina num movimento que literalmente lhe tira o chão dos pés. A coreografia, aliás, está muito apoiada no chão, mas este chão serve apenas para que a figura se projete em movimentos que traduzem tensão expressa na oposição entre aquele prosaísmo da narrativa e a sensualidade do corpo presente em cena. Os movimentos são rápidos, radicais e nervosos.
Por se tratar de um trabalho produzido a partir de um Centro Experimental do Movimento, não se segue a estética comum. Não temos, necessariamente, bailarinas jovens e esbeltas. Temos mulheres, de várias idades, da mais jovem à mais idosa, que descobriram seu corpo e suas potencialidades. A coreografia respeita a cada uma e trata de dar a cada uma delas a sua oportunidade, outro momento que evidencia a imensa sensibilidade do criador, porque faz isso sem perder uma perspectiva de conjunto, rigorosamente obedecida.
O enredo avança, da infância da personagem à sua maturidade. A coreografia, por seu lado, desdobra-se em movimentos que vão do intimismo ao desbragado, desafiando o equilíbrio e a atração terrestre. Para isso, Paulo Guimarães contou com um conjunto certo de intérpretes. Cada bailarina recebeu um movimento condizente com sua capacidade. Isso não impede de se desenvolverem movimentos coletivos que são unissonamente realizados, mostrando sintonia e disciplina. Mas sem automatismo ou rotina. Isso encanta. O espetáculo possui sensibilidade. Do violão ao canto coral, do solo ao movimento coletivo, a plateia se identifica com a personagem - não só a figura individual daquela Teresinha original - mas com todas as Teresinhas do mundo, quer dizer, com todas as mulheres que, no universo, são capazes de enfrentar e vencer seus desafios, com coragem, mas também com sensibilidade.
No final do espetáculo, é possível adquirir o vídeo deste trabalho. Eu tratei de comprá-lo. Quero passar por ele muitas vezes, não mais para escrever um comentário, mas para vivenciar esta sensibilidade do criador, que é capaz de descobrir e de revelar aos espectadores a essência feminina, a partir de sua mãe.
A ambientação cênica de Rudinei Morales; os figurinos do grupo, sempre em tons entre beges e verdes claros; a iluminação cuidada de Fabrício Simões; a alternância entre prosa e poesia bailada, mais a precisa realização da coreografia, a cargo de Adriane Vieira, Ângela Coelho, Ariane Donato, Fernanda Stein, Marina Stumpf, Thais Freitas e Walkiria Araújo; e a música de Tiago Rinaldi, que é um excelente compositor e um intérprete de bela e voz e tonalidade muito sensível, fizeram deste um espetáculo verdadeiramente inesquecível. Pena que a temporada acabou. Este é um daqueles espetáculos raros que merecem uma nova temporada. Não por acaso, o público sabe e entende o que é bom e o que lhe toca, verdadeiramente, a alma.

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Convite Funarte

Aos
Profissionais da Dança,

A Funarte tem o prazer de convidá-los para participar do I Encontro da Rede Funarte de Dança, evento que reunirá gestores de todo o país nos dias2 e 3 de maio (sábado e domingo), no Palácio Gustavo Capanema, no Rio deJaneiro.O Encontro marcará a criação de uma rede de articulação nacional e internacional para proposição de parcerias e intercâmbio de ações voltadas para o desenvolvimento da dança brasileira, através de uma intensa programação de dois dias. Serão organizados grupos de trabalho reunindo gestores com interesses convergentes, como: editais conjuntos, apoios a circuitos de oficinas práticas e teóricas, oficinas técnicas, cadastramento nacional, ocupação dos espaços da Funarte, apoio à produção, manutenção e circulação de grupos e companhias, residências nacionais e internacionais de artistas e pesquisadores, entre outras ações. Os participantes do Encontro estão convidados a assistir o espetáculo Nordeste, do Balé Popular do Recife e o lançamento do livro Balé Populardo Recife – A escrita de uma dança, de Christiane Galdino. Essa temporada marca as comemorações da semana do Dia Internacional da Dança, que coincide com a reabertura do Teatro Cacilda Becker totalmente reformado e restaurado. Caso haja interesse de participar do encontro, pedimos que nos envie a sua confirmação o mais breve possível para danca@funarte.gov.br

Contamos com a sua participação!

Cordialmente,

Leonel Brum
Coordenador de Dança da Funarte
(21) 22798014 / (21) 22798097