terça-feira, 26 de outubro de 2010

Esquina Democrática? Aonde!?




Publicamos comentário do ator Marcelo Aquino a respeito do episódio ocorrido este mês na Esquina "Democrática", centro de Porto Alegre. Dia 16 de Outubro de 2010, sábado a Brigada Militar tenta parar apresentação da peça Árvore em Fogo da Cambada de Teatro em Ação Direta Levanta FaveLA...detêm os atores ao final da apresentação, inclusive uma criança de 11 anos que participa de encenação, desrespeitando o Art.5º da Constituilção, que diz: "É LIVRE A EXPRESSÃO DA ATIVIDADE INTELECTUAL, ARTÍSTICA, CIENTÍFICA E DE COMUNICAÇÃO INDEPENDENTE DE CENSURA OU AUTORIZAÇÃO"


É da maior importância levarmos este flagrante adiante para discutirmos a atual política cultural em Porto Alegre e no RS. Segue o comentário:


Quem mora no Rio de janeiro, sobretudo na linha de fogo entre o morro e o asfalto, não consegue mais fazer distinção entre bandido e policial. Não precisa assistir Tropa de Elite 2 para entender como as coisas funcionam por aqui. Como gaúch...o, morador de Copacabana a 4 anos, e depois de já ter virado estatística sendo assaltado, participado de tiroteio na Nossa Senhora de Copacabana e acompanhado da janela toda sorte de absurdos envolvendo a polícia carioca, sempre tive muito orgulho de falar da boa e valorosa Brigada Militar de Porto Alegre, para mim sempre exemplo como instituição que faz parte da história dos gaúchos....mas o que é que está acontecendo com a Brigada Militar de Porto Alegre afinal? Tenho lido sobre índices alarmantes de crescimento da criminalidade na cidade de Porto Alegre, e será que a brigada não tem uma tarefa importante a cumprir no combate aos bandidos? será mesmo que este é o papel da Brigada militar gaúcha? Prender artistas que estão na rua livremente se manifestando? Prender crianças? Que doideira é esta afinal? Que perigo pode representar um grupo de teatro afinal? Ou será que a policia já esta preparada para entender toda a subjetividade crítica e poder de informação de massa que o teatro pode ter...Bom ai sim!!! então este grupo poderia mesmo estar representando um perigo, propondo a reflexão, expondo as feridas da cidade e das instituições falidas e corruptas de poder instituídos...ai sim eles representam um perigo e precisam mesmo ser presos, aliás deveriam ser banidos da cidade pois este é o pior dos perigos que alguém pode representar, o perigo de fazer refletir, o perigo de desenvolver o senso crítico, o perigo de abrir na esquina democrática um grande espelho que possa refletir a imagem de uma cidade feia e doente....Cadeia para os artista de rua, algema neles e viva a esquina "democrática" viva a eterna hipocrisia dos pampas!!!!

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Trocas

Por: Paulo Guimarães
Coordenador do MEME Grupo de Pesquisa do Movimento


Nos últimos tempos a palavra TROCAS vem rondando a nossa volta, insistindo para que lhe demos atenção e um espaço entre nós. Ela chegou de mansinho e foi conquistando seu lugar e respeito através de atitudes concretas que nos fizeram acreditar que ela exerce um papel fundamental na sociedade contemporânea, que sem ela fica muito difícil superar as dificuldades impostas por tal sociedade. E que o caminho, por mais piegas que pareça, é o da solidariedade e parcerias.

Ela nos ajudou a enxergar, não “uma luz no final do túnel”, mas vários túneis e várias luzes.






Nossa atitude foi, em primeiro lugar, “aprender a aprender” com as pessoas que já estavam ao nosso lado e demonstravam um profundo senso de colaboração e fidelidade e, em segundo, buscar parcerias que comungassem deste pensamento e que através do sistema de TROCAS pudessem colaborar em nosso desenvolvimento profissional e cívico, ajudando assim a construir uma sociedade mais humana através do exercício da arte.

Foi desta forma que partimos para encontrar parcerias que aceitassem integrar uma missão tão difícil e importante. E lá se foram sete anos...




Em fevereiro de 2010 recebo um telefonema de Campinas, da colega e amiga Márcia Strazzacappa, me fazendo um convite para dirigir e coreografar um espetáculo de dança-teatro para o encerramento do II Seminário Internacional de Educação e Estética da UNICAMP: “Entre lugares do Corpo”. Ela tinha assistido um DVD do nosso último espetáculo, TERESINHAS, e ficou muito tocada com a temática do trabalho que resolveu, além de voltar à cena, convidar três mulheres bem sucedidas; Valéria Franco, Carla Morandi e Rosane Baptistella (doutoras, mestres e mães) formadas nas primeiras turmas de Dança da UNICAMP, que este ano está completando 25 anos, para dividirem a cena. De imediato aceitei o convite, pois além de oportunizar as TROCAS com outros estados e entidades, era uma honra e um desafio dirigir mulheres que são referência para nós da área da dança.

Entre tantas idas e vindas de Campinas a Porto Alegre - no total foram sete - se passaram meses deliciosos e desgastantes, de aprendizados e conquistas que geraram frutos, entre eles nossa participação, Tiago Rinaldi e a minha, nas “Rodas de Improviso”, projeto agraciado pela FUNARTE do TUGUDUM - Campinas, um espaço alternativo de música, teatro e dança, coordenado por Valéria Franco e Dalga Larrondo, que neste ano completou 10 anos.  Logo após, resolvemos trazer estes profissionais para Porto Alegre e organizamos o III Encontro MEME de Arte Experimental: “Arte e Sustentabilidade”, de 5 á 8 de agosto de 2010. Foi um ENCONTRO de trocas entre profissionais de Porto Alegre, Pelotas e Campinas, com a participação do interior e sua contribuição nas políticas de descentralização da cultura, visto que quase tudo aqui no estado gira em torno de Porto Alegre. Foram dias inesquecíveis de TROCAS entre profissionais da arte de vários estados brasileiros e países como França e Argentina. Tivemos a oportunidade de conquistar parceiros como SESC/RS, Prefeituras de Pelotas e Porto Alegre, UNICAMP-Campinas e TUGUDUM - Campinas.

Mas o destino tinha reservado, para a conclusão deste ciclo, momentos especiais que servirão de combustível para nossa caminhada durante esta missão. Foram encontros de TROCAS únicos com pessoas que fazem a diferença, que dedicam suas vidas para a construção desta tal sociedade mais humana através da arte, há muitos anos com um trabalho sólido e consolidado. Pessoas como Luis Porter (Canadá-México) que mostrou com palavras doces e profundas como está construindo a nova escola, idealizado por Paulo Freire; pessoas como Graham Price (Nova Zelândia) que com sua simplicidade encantou nossos corações com suas canções de agradecimentos encharcadas de ensinamentos; pessoas como Ana Angélica Albano (coordenadora do Laborarte-UNICAMP) que com sua sensibilidade soube reunir seres de luz num mesmo lugar e num mesmo tempo proporcionando um seminário onde a ciência e a psicanálise reconheceram que a arte tem um poder único de transformação ao recriar o homem através da restauração da alma que sofre, dito por ninguém menos que Roberto Gambini (IAAP-International Association for Analytical Psychology),  este responsável por um dos instantes mais significativos ao apresentar sua conferência: "Chopin, Carlos Drummond de Andrade e a dor da alma”. Foram dele estas palavras:


                      “O sofrimento quando expresso pela arte adquire um status de beleza e a beleza cura...” 


Quando somos indagados por nós mesmos: - Será que vale a pena?
 


 Lembro de certa vez ouvir de uma pessoa, que a única coisa que levaremos desta vida é o quanto amamos que o resto são caprichos e vaidades humanas que vem do nosso lado negro, a razão e o ego. E, em resposta a essa indagação deixo as palavras de Ana Angélica que para ilustrar sua conferência usou a cena do filme Silêncio (Irã):

"Um menino cego, de mais ou menos 8 anos, foi ao mercado público com sua irmã (10 anos) comprar tâmaras. Ele ia com a mão no ombro dela para não se perder e ela, extremamente cuidadosa com ele, o guiava. Só que ela começou a comer uma cereja e perdeu-se neste universo sensorial e lúdico não percebendo que seu irmão também havia mergulhado no mesmo universo ao seguir um rapaz que passava com um micro system onde tocava músicas que o encantaram. Quando ela terminou de digerir a cereja percebeu que seu irmão havia sumido. Desesperada, saiu em busca do irmão aos gritos; perguntava para as pessoas, gritava, corria... até que chegou ao limite do desespero. Sem saber o que fazer e prestes a desistir ela ainda encontrou forças para lembrar que seu irmão amava música e sabia quais músicas ele gostava. Então numa última e desesperada tentativa fechou os olhos e mergulhou no universo de seu irmão seguindo os sons, foi o bastante para encontrá-lo agarrado a grade de um bar onde tocava suas canções favoritas".

Quando ouvi isto, estava em um dos momentos de dúvida e de dor da alma que a vida nos apresenta e resolvi mergulhar neste escuro. Graças a esta loucura cheguei até aqui. Mas a jornada é longa e a “missão” não acabou e por este motivo seguimos ao encontro de pessoas e entidades dispostas a TROCAR conosco.

Imagens: Necitra, clicados por Fábio Zambom.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

(!)

"Se uma idéia não soar absurda desde o início, provavelmente não é boa."

Albert Einsten


Idéia (do grego idéa, pelo lat. Idea) S.(. 7 .Representação mental de alguma coisa concreta ou abstrata; imagem


2. Elaboração intelectual; concepção.
3. P. ext. Projeto, plano.
4. Invenção, Criação.
Dicionário Aurélio


Concepção intelectual; imaginação, lembrança. Tende a ação.
Dicionário Etimológico





Idéia é uma dessas coisas que, a meu ver, é como oxigênio: está no ar, é invisível e, apesar de abundante, sempre corre o risco de passar batido.
Tal qual RESPIRAR: um ato fundamental para nossa sobrevivência, que por ser involuntário, também passa batido não nos damos conta de sua complexidade e de todo o impacto que ele causa em nosso corpo.
Fazemos idéia?
Pare por um momento, respire e procure se lembrar:
Qual foi sua última grande idéia? Como foi que você chegou a ela? Conseguiu materializá-la?
Qual foi o impacto que essa idéia materializada gerou?
Se inspirar e expirar são atos involuntários, inspirar-SE é...???
Na falta de uma resposta objetiva, apelo para Nossa Senhora das Reminiscências, para que nos abençoe uma história.
Lembro-me de ter trabalhado com um artista russo, há muitos anos atrás. Tínhamos que criar uma cena de comédia. Tão logo ele começava a me explicar sua idéia, eu já rebatia com um "Não sei se isso é legal" ou com "Não vai dar pra fazer, é muito complicado!" Num determinado momento em que eu ia, pela enésima vez, decepar mais uma de suas idéias, ele me encarou bem e disse:
"Nós somos artistas, cara! Primeiro, criamos. Depois, executamos; e é nesse processo que vamos descobrir se é legal, se é viável, se dá errado ou se dá certo! Mas, quando ocorre a idéia, temos que dar uma chance a ela, partir para a ação, entendeu?"
"Entendi... Pobre idéia..." Pensei eu, sentindo-me o mais medíocre dos seres vivos. "Nem bem nasceu e já foi julgada, abandonada, abortada, descartada, MENOS... REALIZADA!"
Com o meu rabo entre as pernas, recolhi minha cara do chão e comecei a por em prática a sugestão de meu amigo. E destravei!
Que alívio aposentar aquele diretor ranzinza e mal resolvido que habitava minha cabeça, impedindo-me de simplesmente fazer o que vinha à mente. Que delícia redescobrir o ensaio como o melhor espaço para tentar, testar, experimentar, sacar, criar, e tantos outros instigantes verbos de movimento que são a conseqüência natural de idéias que fluem, jorram e querem sair para ganhar vida plena.
O exato oposto do bater cartão:
Inspirar, expirar, se inspirar, transpirar, realizar, cultivar, ampliar!
Aprendi a me responsabilizar pelo ato de por minhas idéias em prática, correndo o risco de vê-las dar certo ou falhar impiedosamente, revelando minhas competências e incompetências, mas, em ambos os casos, desenvolvendo uma capacidade de quebrar a cara e ir em frente.
Sou grato até hoje ao meu amigo russo, por esse aprendizado.
Uma outra passagem que me vem à mente foi contada por um amigo. Não sei se é verídica, mas é boa.
Supostamente, o homem que inventou a fotografia instantânea que depois se tornou conhecida como Polaroid era um fotógrafo que, após tirar fotos de sua filhinha de cinco anos, foi revelá-las. Quando saiu do laboratório, a menina perguntou:
"Estão prontas?"
"Ainda não", disse ele. "Você poderá vê-las amanhã!" Inconformada, a criança retrucou:
"É uma pena ter que esperar tanto para ver as fotos, não é papai? A gente devia ser capaz de vê-las logo depois que elas são tiradas."
Ao ouvir isso, o fotógrafo respondeu:
"Você está certa! É isso mesmo! Vamos ver o que conseguimos fazer!"
Em seguida, entrou no laboratório e só saiu para realizar o objetivo de ver sua filha se encantar com a execução de sua idéia.
Um verdadeiro ato de amor. Que poderia não ter ocorrido, caso papai tivesse dito:
"Ora, filhinha, que idéia estapafúrdia! Essas coisas não existem! Onde já se viu uma foto ser revelada assim? Vá brincar agora enquanto papai se contenta com o que já foi criado. Ah, essas crianças têm cada uma!"
A sabedoria que se revela na maneira que uma criança olha o mundo é solo fértil para a inspiração. Como tratamos essa criança pode refletir como lidamos com nossas idéias.

IDÉIAS. AFINAL, PARA QUE TÊ-LAS?
MAS, SE NÃO EXPERIMENTADAS, COMO SABÊ-LAS?

Idéias são tão generosas e incondicionais que, mesmo subestimadas, voltam
apaixonadas e nos dão segundas, terceiras e quartas chances de invadir nossas mentes para fazer amor e confirmar sua esperança. Em nós.
Se, mesmo assim, passarmos a oportunidade, elas não se ressentem. Pairam, dançam e evolvem no espaço acima de nossas cabeças, disponibilizando-se para quem quer fecundá-las e pari-las. Usei esses verbos de propósito. Porque uma idéia colocada em prática é como um nascimento. Cultivada, uma autoria.
Uma idéia sabe que não pode mudar o mundo; por isso ela nos escolhe e convida para fazê-lo.
Abençoados os disponíveis e antenados, pois tal qual oxigênio, são vitais e indispensáveis.

Onde você quer se posicionar?
E você, pare de ler esse Guia e comece a dar vida àquela sua idéia já!

Wellington Nogueira é criador e gestor do Doutores da Alegria.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

PROGRAMAÇÃO III ENCONTRO MEME DE ARTE EXPERIMENTAL





O III Encontro MEME de arte experimental apresenta, em sua terceira edição, o tema “Arte e Sustentabilidade“. Como convidados, além de vários artistas locais, contamos com a presença de artistas de Campinas/São Paulo que atuam tanto em cena quanto na docência , indo da educação não-formal ao ensino superior. Serão 4 dias intensos de atividades com palestras, demonstrações, mostras, oficinas e espetáculos, em um intercâmbio entre profissionais de diferentes cidades /estados e diferentes formas de atuação. Mais do que refletir sobre o tema “Arte e sustentabilidade”, o III Encontro Meme de arte experimental almeja compartilhar experiências, discutir propostas, edificar pontes, afinal, como artistas e educadores necessitamos ser criativos ao buscar soluções em prol de uma sociedade mais humana.


Márcia Strazzacappa - SP



Oficinas


Danças brasileiras - aproximações
6/8/10 - Sexta-feira - 9h - 12h - MEME Santo de Casa
Professor responsável:  Rosana Baptistella
público alvo: estudantes de graduação em dança e/ou em licenciaturas de áreas afins como artes visuais, música e  teatro, estudantes de pós-graduação, professores da rede pública e privada de ensino, especialistas ou não, educadores, monitores de projetos desenvolvidos em ONGs, artistas.

Objetivo: Apresentar alguns conceitos sobre danças brasileiras, sobretudo do nordeste, sua aplicação na educação de crianças e jovens e processos de criação.


Dança e Educação, refletindo sobre metodologias
6/8/10 - Sexta-feira - 14h - MEME Santo de Casa
Prof. responsáveis: Márcia Strazzacappa e Carla Morandi
Público alvo: estudantes de graduação em dança e/ou em licenciaturas de áreas afins como artes visuais, música e  teatro, estudantes de pós-graduação, professores da rede pública e privada de ensino, especialistas ou não, educadores, monitores de projetos desenvolvidos em ONGs, artistas.
Objetivo: Apresentar formas de ação e atuação com o ensino de dança na educação formal e não-formal,discutindo-se metodologias e trocando experiências.


Música/percussão para artes cênicas
7/8/10 - Sábado - 9h - 12h
Teatro do SESC (Alberto Bins, 665)
Professor responsável:  Dalgalarrondo
Público alvo: estudantes de graduação em música, em dança, em teatro, estudantes de pós-graduação em Artes, professores da rede pública e privada de ensino, especialistas ou não, educadores, monitores de projetos desenvolvidos em ONGs, músicos populares, compositores, artistas cênicos.
Objetivo: Trabalhar e desenvolver conceitos sobre processos de criação com música percussiva e dança contemporânea.


Improvisação e Dança contemporânea
8/8/10 - Domingo - 9h - 12h - MEME Santo de Casa
Professora responsável:  Valéria Franco
Público alvo: estudantes de graduação em dança e/ou artes cênicas, estudantes de pós-graduação, artistas performáticos, artistas da dança, artistas cênicos.
Objetivo: Trabalho técnico de dança contemporânea voltado para processo de criação a partir de exercícios de improvisação nos quais a música e a exploração espacial são partes fundantes.



Mostras/Debates
Conferência

Mostra de vídeos comentados
6/8/10 - 18h - 20h - MEME Santo de Casa
Eny Schuch, Fernanda Stein e Rosemary Brum


Mostra fotográfica - MEME Santo de Casa
Cláudio Etges “História da dança gaúcha”
Fabrício Simões
Atividade gratuita


Mostra Artes Plásticas - MEME Santo de Casa
Cho Dorneles
Atividade gratuita


Mesa aberta: Políticas culturais e sustentabilidade
7/8/10 - 14h - 16h - MEME Santo de Casa
Convidados: Breno Ketzer (SMC),  Leylah Rabih (França/Alemanha), Lizete Vargas (UFRGS), Dalga Larrondo (Tugudum/SP), Desirée Pessoa (Neelic/RS), (SESC/RS), Márcia Strazzacappa (Unicamp/SP), Fernanda Stein (MEME/RS), Marise Siqueira (ASGADAN/RS), Berenice Fuhro Souto (Pelotas/RS). Mediador: Paulo Guimarães
Atividade gratuita


Conferência demonstrativa: Direção teatral e a condição feminina
7/8/10 - 16h -17h30 - Centro Municipal de Cultura
Conferencista: por Prof. Mestra Leyla Rabih
Público alvo: estudantes de graduação em dança e/ou em licenciaturas de áreas afins como artes visuais, música e  teatro, estudantes de pós-graduação, professores da rede pública e privada de ensino, especialistas ou não, educadores, monitores de projetos desenvolvidos em ONGs, artistas.
Objetivo: A partir da concepção de que o teatro se constitui como uma área de conhecimento, a conferência/demonstração visa discutir questões relacionadas à direção teatral e a condição feminina.
Atividade gratuita


Mostra de Arte Experimental comentada
8/8/10 - 14h - 17h - MEME Santo de Casa
Diego Esteves, Ekin e Mel, Fabiana Saikoski, Genifer Gehardt,  Miguel Sisto Jr., Sônia Guasque, Patrícia Soso, Paulo Guimarães e Fernanda Stein, Renata Nascimento,  Roberta Alfaya e Tiago Rinaldi.



Performances

"Woyzeck Ritual da personagem"
Performance - Pascal Berten e Sônia Guasque/RS
6/8/10 - sexta - 20h - MEME Santo de Casa (Gratuito)


Teresinhas
Espetáculo Dança/RS - Paulo Guimarães/RS
6/8/10 - sexta - 21h - MEME Santo de Casa


Dona Clotilde
Performance com Márcia Strazzacappa/SP
7/8/10 - Sábado - 14h - MEME Santo de Casa (Gratuito)


A dança de quem é boneca só
Teatro de Animação/RS - com Genifer Gerhardt/RS
7/8/10 - Sábado - 16h10 - MEME Santo de Casa (Gratuito)


Gestos e Restos - fragmento
Arte circense/RS - com Diego Esteves
7/8/10 - Sábado - 18h30 - MEME Santo de Casa (Gratuito)


"Ora Bolas"
Dança e música contemporânea/SP
com Dalga Larrondo e Valéria Franco
7/8/10 - Sábado - 20h - Teatro do SESC (Alberto Bins, 665)


Mulheres que correm com lobos
Dança-Teatro/SP (Ensaio aberto)
com Carla Morandi, Márcia Strazzacappa, Rosane Baptistella e Valéria Franco
8/8/10 - Domingo - 18h - MEME Santo de Casa



Atividades extras

Oficina com Crianças
com Diego Esteves/Genifer Gerhardt
7/8/10 - Sábado - 16h30 - 18h30 - MEME Santo de Casa


Espaço Improviso
6/8/10 - Sexta - a partir das 22h - MEME Santo de Casa


Festa de confraternização Neelic/MEME
7/8/10 - Sábado - a partir das 21h - MEME Santo de Casa


Danças Circulares Sagradas
com Patrícia Preiss
6/8 - Sexta - 17h  - MEME Santo de Casa
7/8 - Sábado - 16h  - MEME Santo de Casa
8/8 - Domingo - 17h  - MEME Santo de Casa


Inscrições e informações: 30192595 ou centromeme@centromeme.com.br



sexta-feira, 23 de julho de 2010

Teatro para Crianças



Ao dar aulas de teatro no MEME tenho a honra de compartilhar sonhos com crianças. Já dissera Rubem Alves em A Alegria de Ensinar

“O nascimento do pensamento é igual ao nascimento de uma criança: tudo começa com um ato de amor. Uma semente há de ser depositada (...). E a semente do pensamento é o sonho. Por isso os educadores, antes de serem especialistas em ferramentas do saber, deveriam ser especialistas em amor: intérpretes de sonhos.”

As aulas de sábados à tarde são como encontros repletos de possibilidades, sonhos e compartilhar. Ao aprender e trocar com crianças percebo que o ambiente lúdico que pouco a pouco se instaura através do teatro revela a magia tão presente e viva nos corpos, vozes e mentes destes pequenos/grandes meninos e meninas.

Genifer Gerhardt – facilitadora do curso de Teatro para Crianças

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Dança para Crianças: Projeto aproxima dança contemporânea do universo infantil



Dança contemporânea é espaço para muita improvisação e brincadeira. Isso mesmo! A partir de junho, o público adulto e infantil confere no Itaú Cultural o projeto Dança para Crianças, que preenche a programação do instituto ainda nos meses de julho, agosto e outubro.

De 21 a 27 de junho, serão realizados fórum e workshops para educadores, profissionais da área de dança e interessados em geral, com a participação de especialistas da área, além de espetáculo de dança voltado para o público infantil.

Para os adultos, a programação começa com o Forinho - a Dança, o Brincar e a Improvisação que, por meio da participação de profissionais, tem o intuito de relacionar a dança contemporânea ao universo infantil. O evento prossegue com os workshops. Serão 20 vagas para cada uma das duas oficinas disponíveis. As inscrições estão abertas a partir de 14 de junho, pelo telefone 11 2168 1876.

Nos dois últimos dias de Dança para Crianças, a programação é voltada para os pequenos. A Balangandança Cia. é a convidada deste mês e sobe ao palco do Itaú Cultural com o espetáculo Dança em Jogo - Exercícios Cênicos, uma viagem pelas sensações e surpresas do universo infantil. Há 13 anos trabalhando com crianças, o grupo traz o resultado do projeto contemplado pelo Prêmio Funarte Klauss Vianna 2009, de iniciativa do Ministério da Cultura.




Em Porto Alegre, o Meme Centro Experimental do Movimento deu início às Oficinas para Crianças, sempre aos sábados, incluindo Dança, Yoga, Teatro e Arte Circense.
Com uma equipe de professores de vasta experiência no ensino infantil, as aulas se caracterizam por seguir a filosofia do Meme, que desde 2004 tem sido uma referência na dança aqui na capital dos gaúchos, primando por uma proposta pedagógica que liberte o indivíduo, fazendo com que sua expressão seja mais genuína ao invés de encaixotá-lo num formato fechado de aulas de dança ou de outra forma artística.
Os pais são convidados a ficarem assistindo as aulas e tomando um chimarrão com a nossa equipe ou então, ficam tranquilos por deixarem seus filhotes em segurança e num local com bastante diversão!