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quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Conexão Portugal Brasil

OFICINA DE CRIAÇÃO EM DANÇA CONTEMPORÂNEA E DANÇA TEATRO
PÚBLICO ALVO – BAILARINOS E ATORES



Local: Centro Meme – Rua Lopo Gonçalves, 176 – Cidade Baixa – Porto Alegre/RS

Período:
16 de março/2012 – das 19 às 22h
17 de março / 2012 – das 14 às 17h e das 19 às 22h
18 de março / 2012 – das 11 às 13h e das 15 às 17h.
Valores:
até 1º de março - 180,00 à vista ou 200,00 em 2 vezes
após 1º de março - 200,00 à vista ou 230,00 em 2vezes




Inscrições e informações: (51) 30192595
centromeme@centromeme.com.br ou gedaciadedanca@gmail.com
Realização:
GEDA Cia de Dança Contemporânea e
MEME Santo de Casa Estação Cultural.

Sobre a Oficina
"Nesta oficina coreográfica, pretende-se que cada participante faça uma viagem pelas suas memórias, vivências e universo criativo. O rigor do gesto, o sentido de cada movimento, a escolha das ações, a performance técnica e artística farão parte do percurso onde o objetivo é encontrarmo-nos um pouco mais, descobrir e desenvolver as capacidades ainda ocultas ou veladas dentro de nós."
 
Acesse www.olgaroriz.com






Olga Roriz
Olga Roriz é bailarina, coreógrafa e fotógrafa portuguesa com formação na área de dança clássica e dança moderna na Escola do Teatro Nacional de S.Carlos, Escola de Dança do Conservatório Nacional de Lisboa e Ballet Gulbenkian, com o qual dançou por muitos anos, como primeira-bailarina.
Estudou com Alwin Nikolais, Jiri Kylian, e na Tanz Kabrik em Berlim, entre outros. Recebeu diversos prêmios por suas coreografias, como por exemplo, com "Terra do Norte" para o Ballet Gulbenkian. Foi diretora artística da Companhia de dança de Lisboa antes de criar a companhia que leva o seu nome em 1995, “Companhia Olga Roriz”, com a qual já realizou turnês por diversos países. Em 2005 celebrou 30 anos de carreira como bailarina, 10 anos da Companhia Olga Roriz e 50 anos de idade.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

INTRODUÇÃO AO TANGO DE SALÃO



com Elisa Hoffmann
bailarina e professora de Tango
Ex- bailarina da Tanguera Estudio de Danza

6 a 8 de fevereiro – segunda a quarta
18h30 às 20h30
Investimento:
Individual: R$ 80
Casal: R$150


O Tango contagia a alma através de sua música e de seus bailarinos que deslizam sensualmente pelo salão, nos transportando ao seu efervescente e mágico berço, Buenos Aires, onde encontra sua maior identidade.
Nas aulas poderás aprender a bailar o tango tradicional, esse ritmo porteño emprestado por nuestros hermanos, com técnicas de condução e usos dos conceitos de bases de deslocamento, ochos, cortes, sacadas, postura corporal, placement no salão, noções musicais e figuras iniciais.

Objetivos: aprender a dançar tango de salão, proporcionar o conhecimento da cultura argentina através da dança e assim favorecer o interesse pelos demais aspectos culturais do berço do tango.

Conteúdos:
Técnica de dança/tango para a dama e o cavalheiro
Atitude e técnicas de condução
Bases de deslocamento
Caminhadas I
Postura corporal
Como se mover na pista
Figuras iniciais

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Territórios da Cultura

Um território construído e conquistado por mãos conscientes do que significa compartilhar e que respeite as individualidades, onde se possa realizar e idealizar projetos que satisfaçam nossas necessidades de homem e cidadão, talvez seja o espaço ideal para habitarmos.
Este espaço de “conforto” o qual denominamos território da cultura tem sido uma constante busca na trajetória do grupo MEME.  Nosso objetivo nestes últimos tempos tem convergido pontualmente na busca de estratégias que facilitem o acesso a este território. 


Entre tantas perdas e ganhos, algumas indagações surgem durante o percurso, reflexões de um grupo de artistas que há sete anos vem se dedicando incansavelmente na reconstrução da sociedade através do exercício da arte, mas para que isso venha a acontecer, tornou-se necessário ocupar um espaço, estabelecer relações, promover o desenvolvimento das cadeias produtivas da cultura (criação, produção, formação, difusão e circulação de bens culturais), participar na estruturação de políticas culturais decentes à classe e entender que o “indivíduo” deve ser preservado acima de tudo.
São tarefas árduas que exigem demandas cada vez maiores e mais intensas das partes envolvidas: artistas, gestores, empresários, produtores, políticas (públicas e privadas), acadêmicos, autônomos, etc.
Como artistas, quando se fala em território da cultura pensamos num lugar onde se possa trabalhar em paz para desenvolver o potencial criativo que emana do “ser” humano; extravasar as necessidades de expressão; falar um pouco do que vemos e vivemos; não ter a preocupação com o resultado mesmo tendo consciência de para quem e aonde vamos “apresentar”. Como gestores e promotores o território adquire um status de investimento e conseqüentemente necessita de uma infra estrutura para estabelecê-lo e mantê-lo.
A questão, que serve como pergunta para todos os segmentos envolvidos é: - Trata-se um investimento lucrativo e por este motivo vale à pena investir em um território da cultura?

Para nós, do grupo MEME, a resposta é sim.

Todos nós fomos de alguma maneira transformados pelo processo artístico ao rever conceitos, expor cicatrizes, experimentar emoções, desenvolver a criatividade livremente e se permitir mergulhar no espaço da indeterminação sem medo do erro. Foram momentos inesquecíveis que “ficam” e trazem outros significados para as nossas vidas. Investir “nisto” significa dar um sentido além do “comum” para tudo o que fazemos.
Quando temos a oportunidade de contribuir para que nossos semelhantes sejam contagiados por este processo, e conseqüentemente transformados de forma simples e espontânea, temos algo que nos diz: - Este é o caminho!

Ao constituirmos um território da cultura além de experimentarmos o sabor da transformação pessoal, podemos desenvolver projetos mais consistentes e engajados que nos permitem atingir vários segmentos da sociedade, como por exemplo, a RUA DA CRIANÇA, que em 2010 beneficiou mais de mil crianças de todas as classes e raças num mesmo território onde juntas puderam brincar e se divertir na rua com total segurança, e acompanhadas de profissionais especializados em arte e educação. E que este ano terá sua segunda edição na Rua Lopo Gonçalves, 176, residência do MEME Santo de Casa Estação Cultural, nosso território da cultura que é um espaço totalmente autônomo mantido por artistas profissionais da cidade de Porto alegre, que através de uma rede de parcerias desenvolve, a cada ano, mais projetos referentes às cadeias produtivas da cultura, conscientes do papel social da arte. Um exemplo ilustrativo dessa realidade é o III Encontro MEME deArte Experimental que ocorreu em agosto de 2010 com o tema “Arte e Sustentabilidade” que reuniu pessoas de todos os segmentos da cultura e de vários estados brasileiros, Argentina e França com a finalidade de discutir e refletir sobre estratégias para o desenvolvimento e a popularização da arte em nossos territórios.
Todos esses “passos” têm o intuito de constituir e consolidar um território da cultura sensível às necessidades contemporâneas e que desenvolva ações em prol de uma sociedade mais humana através do exercício da arte. O caminho é longo e a tarefa é árdua, mas os sinais apontam em direção ao desconhecido, o que o torna excitante e motivador, porque para “nós” artistas a possibilidade de exercitar a criatividade é irresistível. 
                              
                                         
                              
                                                                                                                                                                                 Paulo Guimarães, coreógrafo e coordenador do MEME Santo de Casa Estação Cultural.