quarta-feira, 6 de julho de 2011

Territórios da Cultura

Um território construído e conquistado por mãos conscientes do que significa compartilhar e que respeite as individualidades, onde se possa realizar e idealizar projetos que satisfaçam nossas necessidades de homem e cidadão, talvez seja o espaço ideal para habitarmos.
Este espaço de “conforto” o qual denominamos território da cultura tem sido uma constante busca na trajetória do grupo MEME.  Nosso objetivo nestes últimos tempos tem convergido pontualmente na busca de estratégias que facilitem o acesso a este território. 


Entre tantas perdas e ganhos, algumas indagações surgem durante o percurso, reflexões de um grupo de artistas que há sete anos vem se dedicando incansavelmente na reconstrução da sociedade através do exercício da arte, mas para que isso venha a acontecer, tornou-se necessário ocupar um espaço, estabelecer relações, promover o desenvolvimento das cadeias produtivas da cultura (criação, produção, formação, difusão e circulação de bens culturais), participar na estruturação de políticas culturais decentes à classe e entender que o “indivíduo” deve ser preservado acima de tudo.
São tarefas árduas que exigem demandas cada vez maiores e mais intensas das partes envolvidas: artistas, gestores, empresários, produtores, políticas (públicas e privadas), acadêmicos, autônomos, etc.
Como artistas, quando se fala em território da cultura pensamos num lugar onde se possa trabalhar em paz para desenvolver o potencial criativo que emana do “ser” humano; extravasar as necessidades de expressão; falar um pouco do que vemos e vivemos; não ter a preocupação com o resultado mesmo tendo consciência de para quem e aonde vamos “apresentar”. Como gestores e promotores o território adquire um status de investimento e conseqüentemente necessita de uma infra estrutura para estabelecê-lo e mantê-lo.
A questão, que serve como pergunta para todos os segmentos envolvidos é: - Trata-se um investimento lucrativo e por este motivo vale à pena investir em um território da cultura?

Para nós, do grupo MEME, a resposta é sim.

Todos nós fomos de alguma maneira transformados pelo processo artístico ao rever conceitos, expor cicatrizes, experimentar emoções, desenvolver a criatividade livremente e se permitir mergulhar no espaço da indeterminação sem medo do erro. Foram momentos inesquecíveis que “ficam” e trazem outros significados para as nossas vidas. Investir “nisto” significa dar um sentido além do “comum” para tudo o que fazemos.
Quando temos a oportunidade de contribuir para que nossos semelhantes sejam contagiados por este processo, e conseqüentemente transformados de forma simples e espontânea, temos algo que nos diz: - Este é o caminho!

Ao constituirmos um território da cultura além de experimentarmos o sabor da transformação pessoal, podemos desenvolver projetos mais consistentes e engajados que nos permitem atingir vários segmentos da sociedade, como por exemplo, a RUA DA CRIANÇA, que em 2010 beneficiou mais de mil crianças de todas as classes e raças num mesmo território onde juntas puderam brincar e se divertir na rua com total segurança, e acompanhadas de profissionais especializados em arte e educação. E que este ano terá sua segunda edição na Rua Lopo Gonçalves, 176, residência do MEME Santo de Casa Estação Cultural, nosso território da cultura que é um espaço totalmente autônomo mantido por artistas profissionais da cidade de Porto alegre, que através de uma rede de parcerias desenvolve, a cada ano, mais projetos referentes às cadeias produtivas da cultura, conscientes do papel social da arte. Um exemplo ilustrativo dessa realidade é o III Encontro MEME deArte Experimental que ocorreu em agosto de 2010 com o tema “Arte e Sustentabilidade” que reuniu pessoas de todos os segmentos da cultura e de vários estados brasileiros, Argentina e França com a finalidade de discutir e refletir sobre estratégias para o desenvolvimento e a popularização da arte em nossos territórios.
Todos esses “passos” têm o intuito de constituir e consolidar um território da cultura sensível às necessidades contemporâneas e que desenvolva ações em prol de uma sociedade mais humana através do exercício da arte. O caminho é longo e a tarefa é árdua, mas os sinais apontam em direção ao desconhecido, o que o torna excitante e motivador, porque para “nós” artistas a possibilidade de exercitar a criatividade é irresistível. 
                              
                                         
                              
                                                                                                                                                                                 Paulo Guimarães, coreógrafo e coordenador do MEME Santo de Casa Estação Cultural.

segunda-feira, 27 de junho de 2011


Circuito Cultural Arte não tem Idade apresenta
Baila Cassino - Salão Paraíso


Mulheres maduras, mães, avós, o Grupo de Dança Baila Cassino está encerrando uma bela turnê de apresentações no dia 2 julho em Porto Alegre. O projeto apresenta-se no MEME Santo de Casa Estação Cultural, às 21 horas. Segundo a diretora do grupo, Daniela Castro, apresentar-se em Porto Alegre é uma forma do grupo ampliar seus espaços de atuação.
O Baila Cassino é um grupo de Dança Livre formado por mulheres que decidiram dedicar-se à dança como forma de superação, motivação, auto-estima e também almejando sensibilizar pessoas. O grupo trabalha com a dança desde 2007, desbloqueando medos e vergonhas que vão se instaurando ao longo da vida, aliando os interesses das alunas com atividades que proporcionem seu desenvolvimento artístico, sempre com um olhar voltado para um trabalho onde todas se sintam produtoras de cultura.

Circuito Cultural Arte não tem Idade
Programação:


Credenciamento 9h
Passeio no Brique da Redenção 10h
Almoço* 12h
*oferecido pelo Barú Bistrô. Preço promocional para participantes do evento.
Rodízio de Risotos (Funghi, quatro queijos, lorraine, parisiense), saladas (folhas verdes, frutas e molhos especiais). Sobremesa: Sorbet de goiaba com cobertura de chantilly de queijo minas.

Vivências em Dança, Teatro e Expressão Corporal 14h30
Facilitadoras: Roberta Campos (Porto Alegre), Daniela Castro (Rio Grande) e Vanice Loose (São José do Sul)

Palestra com debate  “Meu corpo, minha identidade”  16h  
Palestrante: Morgada Cunha,

Roda de Danças Sagradas 17h30  
Facilitadora: Nuri

Chá das Seis, chá de confraternização no Baru Café Bistrô 17h45  
Chás, suco natural, waffles com géleias de frutas, pães de queijo, milho e trigo, seleta de frutas, tortas e salgados.

Intervalo 19h

Apresentações:
Abertura Grupo de São José do Sul e Grupo Meme (Porto Alegre)  20h30
Salão Paraíso (Rio Grande) 21h